O Pará segue fortalecendo sua posição como um dos principais polos da cacauicultura brasileira. Dados apresentados pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira durante sessão solene na Assembleia Legislativa do Estado do Pará revelam que o número de produtores de cacau no estado cresceu 6,2% entre 2018 e 2025, enquanto a produção saltou de 110 mil toneladas para 153 mil toneladas no mesmo período.
O desempenho reforça a expansão da atividade no estado, que atualmente movimenta cerca de 397 mil empregos diretos e indiretos ligados à cadeia produtiva do cacau. O Pará ocupa hoje posição de destaque nacional tanto em área cultivada quanto em volume produzido, consolidando-se como um dos principais motores do crescimento da cacauicultura brasileira.
Segundo a Ceplac, o estado possui atualmente cerca de 234 mil hectares cultivados e aproximadamente 34 mil produtores rurais atuando na atividade. Desse total, 95% pertencem à agricultura familiar, evidenciando o peso social e econômico do cacau para milhares de famílias paraenses.
A região da Transamazônica permanece como o principal eixo produtivo do estado, concentrando aproximadamente 86% da produção estadual. Municípios como Medicilândia, Altamira, Uruará, Placas, Anapu, Brasil Novo, Tucumã e Tomé-Açu aparecem entre os principais destaques da produção regional.
Além do crescimento em volume, o setor vem ampliando investimentos em assistência técnica, inovação e sustentabilidade. A Ceplac segue desempenhando papel estratégico no suporte aos produtores por meio de pesquisas, extensão rural e orientação técnica voltada à melhoria da produtividade e da qualidade das lavouras.
A produtora Márcia Nóbrega, de São Francisco do Pará, afirmou que mantém relação histórica com a instituição há mais de quatro décadas. Segundo ela, as orientações técnicas fornecidas pela Ceplac foram fundamentais para a condução da propriedade e para o desenvolvimento da produção ao longo dos anos.
Representando a cooperativa mista de Tomé-Açu, Alberto Oppata destacou que cerca de 6 mil agricultores familiares do município recebem suporte técnico da instituição em uma área próxima de 4 mil hectares. Durante a solenidade, ele também defendeu a renovação dos quadros técnicos da Ceplac para garantir continuidade ao trabalho desenvolvido junto aos produtores.
O representante da Ceplac, José Raul Guimarães, ressaltou que os números demonstram o elevado potencial de expansão da produção paraense tanto no mercado nacional quanto nas exportações. Segundo ele, o crescimento sustentável da atividade depende da continuidade das ações de pesquisa, assistência técnica e fortalecimento da agricultura familiar.
Os avanços da cacauicultura paraense foram destacados durante sessão solene realizada na última segunda-feira em homenagem aos 69 anos da Ceplac. A cerimônia foi proposta pelo deputado estadual Eraldo Pimenta, que enfatizou a importância histórica da instituição no fortalecimento da agricultura familiar e no desenvolvimento da cadeia produtiva do cacau no estado.
Durante o evento, o superintendente federal de Agricultura no Pará, Kléber Rezende, destacou a atuação da Ceplac nas áreas de pesquisa, ensino e sustentabilidade. Já o secretário estadual de Agricultura Familiar, João Batista Pereira, ressaltou a parceria entre o governo estadual e a instituição em programas de incentivo ao setor.
Ao final da solenidade, a Alepa entregou 13 diplomas de homenagem especial a servidores da Ceplac, autoridades e produtores ligados à cadeia cacaueira paraense, em reconhecimento à contribuição para o desenvolvimento do setor no estado.
Fonte: mercadodocacau com informações oliberal


