Coelhos, galinhas, ovos de chocolate. E amêndoas, muitas amêndoas e de todas as cores e sabores. Há já várias semanas que as montras dos cafés e confeitarias apelam aos mais refinados sentidos e ao consumo desenfreado. Não admira. As vendas da Páscoa correspondem, grosso modo, a um terço do volume dos negócios das empresas de chocolate. E, na verdade, o potencial do mercado até é imenso, se tivermos em conta que o consumo per capita de chocolate em Portugal é de apenas 1,5 quilogramas por ano, o mais baixo da Europa. A média europeia é de 5,2 quilogramas. Mas temos sempre os britânicos e os suíços, que consomem entre 8 e 12 quilos per capita, respetivamente.
Mas os produtos e as inovações que esta Páscoa chegaram ao mercado para conquistar os consumidores começaram a ser pensados há pelo menos seis meses. A Imperial é não só o maior produtor nacional de chocolate mas também o líder de mercado em alguns produtos, como o segmento de culinária, com a marca Pantagruel, o segmento infantil, com a marca Pintarolas, e as amêndoas, com as marcas Regina e Jubileu. Tem, por isso, diz Manuela Tavares de Sousa, CEO da empresa, a responsabilidade de lançar todos os anos novos produtos, diferenciadores, "apresentando novas propostas de valor ao consumidor". Neste ano, a aposta passou pelas amêndoas de chocolate com sabor a fruta – ananás, morango, laranja e maracujá – e por novidades pensadas especialmente para os mais pequenos: a cenoura dos chocolates, da Regina, e a galinha dos ovos Pintarolas. Produtos que chegaram agora ao mercado, mas que foram pensados seis meses a um ano antes.
"A empresa prepara estas campanhas com uma antecipação muito grande. Porque é necessário, antes de mais, estudar bem as tendências do mercado, interpretá-las e saber traduzi-las nos produtos que lançamos", refere Manuela Tavares de Sousa, explicando que, depois, "há um processo de intensa partilha de investigação e de conhecimento com os nossos principais parceiros, desde as instituições científicas, os centros tecnológicos de referência, os nossos clientes e fornecedores". Mesmo internamente, todo o processo de desenvolvimento de novos produtos "é transversal a todos os departamentos da empresa", garante. Ou seja, sendo certo que há um departamento de investigação e desenvolvimento ao qual cabe "testar os novos sabores, variedades e formatos" e fazer os testes laboratoriais e industriais, depois de os chocolates terem sido aprovados pela equipa de provadores oficiais, a verdade é que todos os produtos tiveram previamente de passar pela equipa de projeto em que estão representados todos os departamentos da empresa de modo a que "todos deem o seu contributo". O que significa que, na Imperial, se preparam já os lançamentos para o Natal e Páscoa do próximo ano. A empresa fechou 2014 com vendas de 27 milhões de euros, um aumento de 6%. Neste ano, está a crescer 16%. Fonte: Dinheiro vivo


