A produção, promoção e venda de produtos para a Páscoa de 2018 gerou 23 mil vagas de trabalho temporário no país, relativas ao período de outubro de 2017 a março deste ano, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab). Na Bahia, as oportunidades estão disponíveis principalmente lojas especializadas do setor de chocolate.
Diante do cenário de recuperação da crise econômica do país, as empresas que atuam no estado estão prudentes nas contratações, mas confiantes no aumento de até 10% da arrecadação com a Páscoa, em relação ao ano passado. A Mondeléz Brasil, empresa que controla a marca Lacta, tem 229 vagas temporárias oferecidas na Bahia, número que superou as 220 preenchidas em 2017.
Nos estabelecimentos da Cacau Show do Shopping da Bahia (Caminho das Árvores) e Shopping Bela Vista (Horto Bela Vista), cerca de sete funcionários devem ser contratos para o período de 15 dias de trabalho, dentro da área de atendimento ao público. Com a seleção de emprego temporário em curso no decorrer desta semana, os interessados devem entregar os currículos de forma presencial, em qualquer um dos dois estabelecimentos comerciais.
“A ideia é que os funcionários possam assumir os seus postos no começo de março. As entrevistas serão agendadas durante a semana e os interessados devem entregar o currículo nos nossos pontos comerciais”, conta Elisane Santos, gerente dos dois estabelecimentos da Cacau Show.
A gerente espera que a Páscoa deste ano possa elevar o faturamento financeiro dos estabelecimentos em 10%, na relação com o ganho na data comemorativa do ano passado. Apesar do otimismo, Elisane explica que a falta de certeza sobre o saldo positivo da Páscoa, motivada pela baixa venda do último Natal, reduziu o tempo de contrato dos funcionários, que no ano passado foi de 30 dias de trabalho.
Na Kopenhagen do Shopping da Bahia, três funcionários foram contratados para trabalhar no decorrer do mês de março. O número de contratados se manteve igual ao do mesmo período de 2017. Para Rosa Lima, gerente do estabelecimento, a expectativa da loja para a Páscoa é de alcançar as metas financeiras estabelecidas para este ano.
“A gente sempre contrata três temporários para atender às demandas da Páscoa. A nossa meta financeira ainda está sendo elaborada, pois o mês de março vai ser essencial para cravar objetivos reais e sentir as vendas para o período. No momento, eu posso adiantar que estamos confiantes para as vendas de 2018”, conta.
Sinais de recuperação
O volume de empregos temporários para a Páscoa de 2018 é avaliado de forma positiva pela Abicab, pois demonstra um leve sinal de retomada do mercado.
Em 2018, a estimativa de 23 mil postos foi cerca de 8% menor que a do ano passado, onde foram aferidas 25 mil oportunidades no país. Apesar do resultado negativo, houve uma melhora na comparação de 2017 com 2016, período no qual o declínio das vagas temporárias foi mais significativo, calculado em 15%.
“O processo de recuperação do setor de chocolates é lento, assim como ocorreu com outros segmentos afetados pela crise econômica do Brasil. Desde o terceiro trimestre do ano passado, no entanto, estamos observando sinais de melhora, presentes nas oportunidades de emprego temporário em indústrias e lojas”, diz Ubiracy Fonseca, presidente da Abicab.
O presidente explica que 10% a 15% dos funcionários temporários contratados para a Páscoa são efetivados, dentro das médias anuais observadas pela Abicab. Ele afirma que essa é uma chance de ingresso e reingresso de profissionais no mercado de trabalho brasileiro.
Na loja da Cacau Show do Shopping da Bahia, a jovem Franciele Santiago, de 20 anos, foi efetivada no setor de vendas após a experiência de trabalho temporário na Páscoa de 2015.
“Para conseguir a oportunidade de emprego, entreguei o currículo aqui na loja. Depois de realizar as entrevistas de seleção, comecei o trabalho temporário, cujo contrato foi de um mês”, conta a jovem.
Entre as características que contribuíram para a efetivação no emprego, Franciele destaca o bom relacionamento com os clientes e a facilidade em se adaptar ao ritmo comercial acelerado do shopping.
Fonte: A Tarde



0 Comments
E um absurdo, inconsciente fazer isso e deve ser processado com certeza.
Simplesmente Irresponsável
Quem é que acredita que esse processo vai o frente? Rsrsrsrs, vai dar em nada.
Essa criatura deve ser chamado de rato, verme ou coisa pior. Ele não tem respeito por seres humanos.
Fuzilamento imediato.
Um verme! Que não pensa nem nele.
muito bom seguirei seu blog fou muito util esse post!