Após oito dias e uma carga horária de 64 horas/aula, a Ceplac concluiu nesta sexta-feira, 25, o Curso de Capacitação de Classificadores de Amêndoa de Cacau que visa habilitar, credenciar e certificar técnicos classificadores junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento/MAPA, tornando-os aptos para exercerem legalmente a atividade de classificação de cacau.
O curso realizado de 16 a 25 deste mês de novembro, no Centro de Treinamento da sede regional da Ceplac, teve como público alvo engenheiros agrônomos e técnicos em agropecuária, servidores do MAPA-Ceplac, de indústrias, associações, cooperativas e outras empresas compradoras de cacau.
O conteúdo programático do curso foi dividido em dois módulos. No 1º módulo foram ministrados conhecimentos gerais da classificação de produtos vegetais (histórico da classificação, noções de padronização, classificação e fiscalização; legislação da classificação vegetal e procedimentos operacionais, amostragem e manuseio de equipamentos).
No 2º módulo foram abordados conhecimentos específicos da classificação de amêndoa de cacau (Pré-beneficiamento de cacau: colheita e quebra dos frutos, fermentação e secagem das amêndoas; classificação do cacau, subprodutos e resíduos de valor econômico; utilização dos documentos de classificação e análises de substâncias contaminantes ou agentes de origem biológica, química ou física que sejam nocivos à saúde previstos na legislação vigente).
O curso foi organizado e executado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento-MAPA, através da Ceplac, e Escola Nacional de Gestão Agropecuária-Enagro e da Divisão de Produtos de Origem Vegetal-DIPOV, tendo como entidades promotora e fiscalizadora o MAPA-CEPLAC e MAPA-Superintendência Federal de Agricultura do Estado da Bahia.
O coordenador da capacitação, Jackson Prado, assessor técnico do Serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural da Ceplac, avaliou positivamente os trabalhos desenvolvidos. “Pela qualidade do conteúdo ministrado e pelo desempenho e comprometimento do grupo, podemos afirmar que os resultados superaram as nossas expectativas”.
O Auditor Fiscal Federal Agropecuário da Superintendência de Agricultura do Rio Grande do Sul, Vinícius Friso Pascoto, um dos instrutores do Curso, comentou sobre o tema abordado. “Falamos sobre a legislação e os principais defeitos e qualidades da amêndoa do cacau para classificar e certificar, também intervendo junto aos produtores e indústrias, visando a melhoria da qualidade das amêndoas”.
Ele ressaltou também que “é importante para o Brasil provar ao mundo que pode produzir cacau de boa qualidade e isso passa pela formação desses profissionais. A boa qualidade de um produto abre mercados, estimula a cadeia produtiva, expande plantações e melhora a economia”.
Opinião de quem participou:
“O Curso contou com os melhores profissionais da área de classificação de cacau. Produzir um cacau de boa qualidade é de fundamental importância para a aceitação e ampliação do mercado”. (Tiago Teodoro Xavier, Coordenador de Sustentabilidade da Barry Calebaut).
“Esse curso era uma reivindicação antiga nossa. Participar dele foi muito importante para nos capacitar e atualizar os conhecimentos de classificação de cacau. Pretendemos multiplicar esses conhecimentos para nossos produtores que desejam produzir um cacau de melhor qualidade e obter um melhor preço”. (Alino Zavarise Bis, técnico da Ceplac em Altamira no Pará).
“Esse curso vem acrescentar e nos atualizar em muitos pontos, principalmente na questão de legislação e mais especificamente de classificação de cacau. Portanto, está de parabéns a Ceplac pela realização desse curso importantíssimo para todos nós”. Cilene Souza (engenheira agrônoma da Faculdade Madre Thaís).
“Para todos nós foi ótimo. Retornamos para Linhares com muito aprendizado, muitas novidades e boas informação para beneficiar os produtores daquela região. (Candido Neves dos Santos, técnico agrícola do Escritório local da Ceplac em Linhares).
“Muito proveitoso, pois eu trabalho como analista do beneficiamento então isso envolve colheita e pós colheita do cacau e o final dessa cadeia justamente é a classificação e podemos produzir amêndoas de qualidade para buscar um mercado diferenciado. A direção da Ceplac mostrou que está abraçando a região cacaueira pois com o cacau de qualidade melhora a economia da nossa região”. (Marina Paraíso, engenheira agrônoma da Agrícola Conduru no Rio do Braço em Ilhéus).
“Aplicaremos o que aprendemos durante o curso em nossa região lá do Pará, onde já estamos fazendo um programa de melhoria de qualidade do cacau e recentemente treinamos alguns produtores e com classificação vai ser muito melhor para o produtor e para o desenvolvimento da região.” (José Janilson, técnico agrícola do Escritório Local da Ceplac de Anapu no Pará). Com informações da Ceplac


