Com a "ajuda" das novas estimativas do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para as áreas plantadas no país nesta safra 2015/16, divulgadas ontem, os preços médios dos contratos futuros de segunda posição de entrega (normalmente os de maior liquidez) de soja, milho e trigo fecharam junho com altas sobre as médias de maio na bolsa de Chicago. Em relação a junho de 2014, porém, as retrações continuaram a ser expressivas – parcialmente compensadas pelo câmbio no caso dos produtos para exportação.
Conforma cálculos do, das três commodities a que mais subiu de maio para junho foi o trigo (5,76%), seguido por milho (1,75%) e soja (0,34%). Resta saber, agora, quais serão os movimentos dos fundos de investimentos após as novas projeções do USDA, que indicaram redução da área de milho e avanços nos casos do trigo e da soja. As expectativas do mercado em relação aos números do USDA levaram os gestores de recursos ("maneged money") a encerrarem a semana terminada no dia 23 com saldo líquido comprado no mercado de soja, segundo a Comissão de Negociações de Futuros de Commodities (CFTC). Esse saldo indicou, portanto, uma aposta na alta dos preços. No milho e no trigo, os movimentos dos investimentos dos investidores não evitaram que o saldo seguisse negativo.
Mas, ainda que as chuvas continuem a atrapalhar o plantio de soja – o de milho já está concluído – e as lavouras de trigo, ainda é difícil imaginar que poderá haver quebras expressivas das produções de grãos nos EUA na safra atual. Caso essas quebras maiores não venham, é de se esperar que as colheitas ajudem a manter uma confortável relação global entre oferta e demanda de grãos em 2015/16 e que voltará a haver mais pressão sobre as cotações nas próximas semanas ou meses. Na comparação com junho de 2014, a média do mês passado da soja foi 30,92% menor, a baixa do milho foi de 16,16%, e a do trigo em 12,94%.
Negociado na bolsa de Nova York, o algodão também encontrou suporte na projeção de área menor nos EUA. O preço médio da commodity fechou junho com um leve aumento de 0,17% na comparação com maio, mas em relação a junho do ano passado a queda ficou em 13,75%. E os "managed money" reduziram as apostas de valorização do produto na semana terminada no dia 23, até porque as chuvas naquele país têm beneficiado as plantações e, mais importante, a China começará a desovar seus polpudos estoques da pluma.
Outro produto que subiu em Nova York em junho foi o cacau. A amêndoa fechou o mês com cotação média 5,02% mais elevadas que a de maio e é a única commodity agrícola das oito que fazem parte do levantamento que subiu também em relação a junho do ano passado (3,45%). E a expectativa dos fundos ficou mais "altista" na semana passada, insuflada pelas perspectivas de que os exportadores de Gana terão problemas em entregar os volumes que estão comprometidos com seus clientes. Com informações do Valor


