Enquanto o mundo acompanha de perto o movimento dos mercados globais, os produtores de cacau estão enfrentando uma situação desafiadora com os preços atingindo níveis históricos na Bolsa de Nova York.
Com 31 lançamentos rodando nas lojas da Dengo, a cabeça de Luciana Lobo já está no Natal – e na Páscoa do ano que vem. “São mais de 100 produtos lançados por ano”, diz a chocolatière, responsável pelas criações da marca de chocolates 100% brasileiros.
Em março, o cacau foi mais uma vez o principal destaque entre as commodities agrícolas negociadas no mercado internacional. Com o agravamento da crise de oferta, as cotações da amêndoa renovaram suas máximas históricas na bolsa de Nova York.
Apostando em uma tendência já verificada no mercado, a Hershey, gigante americana de chocolates e uma autoridade quando se fala em barras de chocolates, investe no seu portifólio diversificado de sabores criado para agradar a todos e lança uma robusta campanha de marketing 360 com o slogan “Barra Lovers. Só quem é sabe”.
De olho na procura dos clientes por presentes para a Páscoa, o Inter reuniu descontos especiais em seu Super App. Quem visitar a seção de shopping no aplicativo vai encontrar tanto gift cards com cashback turbinado nas lojas Kopenhagen, Dengo e Brasil Cacau, como uma seleção com ovos de chocolate com até 10% de dinheiro de volta para comprar sem sair do aplicativo.
Segundo a economista e professora da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), Nadja Heiderich, a Páscoa de 2024 será marcada por um aumento significativo nos preços dos principais itens da ceia.
O valor da matéria-prima do chocolate triplicou em poucos meses, superando o preço do cobre. Seria de se esperar que isso reduzisse a pobreza generalizada entre os produtores de cacau. Mas não é tão simples assim. Os preços do cacau subiram a níveis sem precedentes nos últimos meses: registram recordes à medida que o valor da commodity dispara.